sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ética E Moral

É ética é a reflexão sobre a conduta moral e os valores morais.
Tem a ver com a forma como o homem se relaciona globalmente com o mundo que se situa perante ele.
A ética está mais preocupada em elaborar uma reflexão sobre as reacções de se desejar a justiça, a harmonia e sobre os seus meios de a alcançar.
A moral tem como finalidade a construção de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar uma vida em comum justa e harmoniosa.
Por isso, os códigos morais prescrevem deveres, estabelecem leis, ditam normas, que os membros de uma determinada sociedade estão obrigados a observar.
A moral procura fazer com que os indivíduos harmonizam voluntariamente, ou seja, de modo consciente e livremente os seus interesses colectivos de determinados grupo social ou da sociedade inteira.
Os indivíduos nascem, cresçam e desenvolvem-se numa determinada sociedade na qual existe já uma moral efectiva que cada um encontra com um dado social.
No entanto, o acto moral não é um mero reflexo das influências sociais no indivíduo.
Ninguém nasce sabendo distinguir o bem do mal, isso aprende-se através da educação e da socialização, a nível da moral de cada um de nós avalia-se pelo grau de autonomia da nossa consciência.
O desafio de se conviver com a diferença na sociedade é complicado, mas necessário. Diante da grande pluralidade cultural e etnia que se choca com frequência no mundo globalizado é preciso, alem de tolerância um respeito incondicional aos direitos humanos.
Diariamente nos deparamos com pessoas das mais variadas culturas, opiniões e classes sociais.
Muitas vezes, são nossos vizinhos, colegas e amigos, se entendêssemos que essa convivência enriquece as nossas vidas tudo seria melhor, devemos antes de mais aprender a respeitar o nosso próximo.
Claro que nem sempre essas relações acontecem facilmente, basta ver alguns factos divulgados pela média onde minoritários “mesmo com as mesma cultura”.
Em suma, devemos idealizar que somos todos iguais.
No entanto é bom recordar que em determinadas situações em busca de harmonia social, acabamos sendo forçados a viver um “forçado respeito cultural” melhor dizendo uma “tolerância multicultural” que por vezes vem ao custo, mais uma vez da dignidade do ser humano.
O relativismo faz com que aceitemos situações e acções que por serem “culturais” devem permanecer ocorrendo, mesmo quando sem inequivocamente condenáveis e erradas.

Lealdade e pertença

A lealdade é uma virtude difícil de ser praticada no mundo em que vivemos, pois só existe lealdade quando somos leais a nós mesmos.
Quando somo leais com nós mesmos fica mais fácil adoptar essa virtude em relação aos outros.
Infelizmente no mundo de competição em que vivemos, a lealdade é, muitas vezes, passada para segundo plano com muita facilidade, quando a ambição desmedida fala mais alto.
Lealdade é diferente de fidelidade, a lealdade exige antes de tudo sermos verdadeiros com nós mesmos, a fidelidade exige também sermos verdadeiros para com os outros com os quais nos relacionamos quer em contexto pessoal ou profissional.
Para mim não existe lealdade sem fidelidade, ambas caminham lado a lado e as duas juntas complementam-se.
Sermos leais a alguém, ao país, ou á empresa significa que nunca se iram prejudicar aja o que houver. Pode-se mudar de companheiro, de cargo ou de empresa, de país ou da nossa terra, mas lealdade pressupõe que o compromisso seja verdadeiro até o fim, caso contrário, os princípios são prejudicados.
Nos locais de trabalho por onde passei conheci, poucos profissionais capazes de manter a lealdade. O discurso era bom, entretanto, a lealdade caía por terra na primeira discussão com o chefe ou quando, diante da possibilidade de ascensão a um novo cargo e a oportunidade era dada para outro.
Para muitos, a lealdade acabou no dia da demissão, quando entrou em cena o espírito de vingança. Aquilo que se defendeu durante muito tempo passou a ser motivo para difamação.
Muitas vezes essa lealdade tão apregoada passa a um acto de vingança, tudo o que se achava que era bom passa a ser falado como que se fosse tudo de mau, coisas do tipo “eu ganho pouco”, “a empresa não merece a minha lealdade”, “vou garantir o meu, o resto que se dane”, “se todo mundo faz, porque eu não posso fazer” e ainda “dei tudo por esta empresa”.
Cada pessoa constrói a sua própria história e o que vale para mim pode não valer para outros, tenho para mim que princípios são inegociáveis.
No mundo corporativo em que vivemos, a lealdade será reconhecida em acções simples, tais como: não falar mal da empresa e colegas diante dos outros; defender os colegas e a empresa mediante comentários maldosos; honrar o compromisso e a palavra assumida desde o começo; demonstrar interesse e dedicação pelas coisas da empresa; manter-se fiel aos princípios, independente das circunstâncias.
Não existe lealdade parcial ou se é leal ou não se é.
Realço ainda o valor dos princípios de cada um e as diferenças entre nós, existem pessoas que não conseguem lidar com pessoas “diferentes”, de outras culturas e com opiniões diferentes das suas, para elas, as pessoas “diferentes” não tem nada de bom e nem se dão ao trabalho de as conhecer melhor, as que tem culturas diferentes, “as que não veneram o mesmo deus”, “as que não torçam pelo mesmo clube ou partido político” por vezes se perdessem um pouco de tempo com essas pessoas, veriam que se pode aprender e muito convivendo com todo o tipo de pessoas, sejam elas quem foram.
Isto acontece todos os dias e até com nós mesmos, quantas vezes já notamos que nos acham diferentes e até que nos deixam um pouco de lado só porque não pensamos iguais a eles e temos ideias muito definidas.
O que muitas pessoas não pensam é que nos temos necessidade de viver em sociedade e de pertencer a alguém, e nós por vezes temos de pertencer a alguém “diferente” ou de outras culturas, religiões ou partidos políticos.
Ninguém por mais independente que seja consegue viver isolado, sem pertencer a nada ou ninguém, todos temos necessidade de poder dizer: o meu país, a minha terra, o meu companheiro (a), a minha família, a minha empresa, os meus colegas, o que seriamos se não tivéssemos a que pertencer.
No meu trabalho serei leal para com a empresa e colegas, não por obrigação mas sim porque é o meu modo de ser e pensar, se houver lealdade de parte a parte é o princípio de uma boa relação, e essa boa relação pode ser o principio de uma grande amizade e quem sabe do sucesso da própria empresa.

“A vida, por mais longa e complexa que possa ser, é feita de um momento singular. O momento em que descobrimos quem somos”. À excepção de nossos pensamentos não há nada de tão absoluto em nosso poder!


Em resumo diria que este trabalho me fez compreender melhor o conceito da lealdade e pertença, quanto a lealdade já tinha bem a noção do que essa palavra significa e quando temos esse conceito não é tão difícil assim pô-la em prática, quanto à pertença nunca tinha pensado nisso dessa maneira, embora defendesse aquilo a que pertenço como se fosse meu, nunca me tinha apercebido da importância que isso tem na nossa vida, nem o quanto me fazia feliz chamar alguma coisa, ou algo, de meu.
Concluindo, para a elaboração deste trabalho, tive a ajuda da formadora que me proporcionou alguma da informação utilizada, mas para perceber melhor o conceito de lealdade e pertença também recorri á internet onde fiz alguma pesquisa e retirei as imagens.
Para mim, foi muito importante a realização deste trabalho, fez-me reflectir mais um pouco sobre valores que são tão importantes, mas que ao mesmo tempo não lhe demos a mesma importância que eles tanto mereçam.

“A energia da Lealdade ajuda-te a manteres-te leal a ti mesmo. Às vezes isso pode significar ser desleal com outra pessoa, talvez até com um grande amigo. Quando aprender-mos a fazer isso, seramos leais sempre, sem nos esquecermos de nós mesmo”.

Empatia, Solidariedade

A empatia é uma arte que, não se compra nem se aprende, nem todas as pessoas a tem, nasce com quem têm sensibilidade suficiente para se colocar no lugar do outro, reconhecer ou compreender o estado de espírito ou a emoção de alguém. A empatia deve começar dentro de casa, com os pais, filhos, irmãos ou companheiro, começando com os que nos rodeiam, é muito mais fácil chegar aos outros.
A arte da empatia também se mostra na luta pelos direitos dos indefesos, não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem a nos, não acharmos que o outro é uma pessoa inferior a nós (porque ninguém é mais que ninguém). A empatia também se demonstra a quando criticamos o que está errado e levantamos a voz contra as injustiças, não aceitar que alguém seja descriminado só porque é “diferente”, (porque somos todos iguais e todos diferentes), quando sentimos a dor ou o prazer de alguém como ele sente e percebemos as suas causas como ele as percebe.
Se alguém mostra sinais de alívio ou alegria após ter sido ajudada, esse mesmo alívio e alegria, é sinceramente sentido por quem o ajudou, isso sim é para mim a verdadeira empatia.
Ajudar alguém também é um acto de solidariedade, todos nos temos o dever de ajudar o próximo. Vivemos numa sociedade de consumo, onde parece ser melhor aquele que mais tem, que mais mostra, que mais gasta. Será importante ter sucesso na vida, não ter problemas de dinheiro, passar boas férias:

-Se viramos a cara quando passamos por um mendigo que nos estende a mão.
-Se não ouvimos os desabafos arrependidos de alguém que errou muito na vida, sem o julgar.


-Se não demos ânimo a quem tem medo.
- Se não consolemos quem está inconsolável.


- Se não aquecemos quem tem frio.
-Se não demos atenção ao que se passa ao nosso redor.



-Se não alegramos quem está triste.
-Se alguém precisa de atenção e não arranjamos um pouco do nosso tempo para a ajudar.


Sim porque todos nós em certas alturas da nossa vida precisamos da solidariedade de alguém, de um ombro amigo.
Para quê deitar fora roupa que já não usamos, e que está praticamente nova, quando há pessoas a passar frio.
Porquê fazer um jantar com três pratos principais quando, no mesmo dia, negámos um prato de sopa a alguém que tinha fome.
A empatia e a solidariedade caminham lado a lado e são a rampa de lançamento para a reacção parente o outro, a reacção parente o outro pode ser de empatia, solidariedade e compaixão, ao ajudar alguém estamos a ter uma reacção perante ele, tentar compreender os sentimentos dos outros, é meio caminho andado para o ajudar.
Ajudando alguém estamos ajudando-nos a nós mesmos, porque a vida é feita de dar e receber, para mim ajudar alguém faz-me elevar a minha auto-estima e sentir enorme satisfação em poder partilhar com ele tudo o que tenho para dar e tenho tanto para dar que não custa dinheiro, carinho, amizade, saberes, compreensão etc., e no fundo quem está a ajudar não sou eu, mas sim, eu é que estou a ser ajudada porque para mim o outro deve ser visto, como um ser humano que é, não por aquilo que tem, ou aparenta ter.
Em resumo diria que este trabalho fez-me parar um pouco para pensar no que é a empatia e solidariedade e deu-me uma visão muito maior do que por vezes se passa mesmo á nossa volta e nos nem sequer nos apercebemos.